HISTÓRIA DOS CEGONHEIROS NO BRASIL

A história do Sindicato Nacional dos Cegonheiros ocorre paralelamente ao início do desenvolvimento econômico brasileiro, que ganhou maior impulso a partir do governo Juscelino Kubitschek. O então presidente estimulou o crescimento industrial no país em um período que ficou conhecido como nacional-desenvolvimentista. Os principais investimentos foram concentrados nas áreas de energia e transportes, além da indústria automobilística.

Naquela época, início da década de 1960, o Brasil contava com apenas três montadoras instaladas no estado de São Paulo, na região do ABC: Volkswagen e Ford (São Bernardo do Campo) e General Motors (São Caetano do Sul). Os carros eram entregues por “caravanistas”, ou seja, os veículos chegavam a seu destino, rodando.

Em 1960, surgem os primeiros caminhões “Toco” que transportavam os carros 0 km das montadoras em São Bernardo do Campo para o seu destino. Esse tipo de caminhão foi batizado de “cegonha”, nome que permanece até hoje e que deu origem ao nome “cegonheiro” para o motorista que o dirige. Os caminhões levavam de três a cinco veículos, saindo do ABC para diversos pontos do Brasil. As condições das estradas eram precárias e muito perigosas, algumas viagens duravam quase um mês e os cegonheiros, na maioria das vezes, arriscavam a própria vida para cumprir seus compromissos.

No início do transporte de veículos 0 km no Brasil, os cegonheiros (transportadores autônomos) não tinham representatividade no setor. Somente na década de 1970, surge a primeira associação de representantes destes profissionais, que devido à divergências de ideias e opiniões, deu origem a outra associação. Para quem no começo não havia nenhuma representação, o surgimento de duas associações passou a trazer transtornos e divisão da categoria na luta por seus ideais.

Em novembro de 1986, as duas associações decidem se unir, nomeiam-se “Sindicam ABC” (Sindicato dos Transportadores Rodoviários de São Bernardo do Campo) e nesse mesmo ano, o cegonheiro Pedro Stivalli foi aclamado como o novo presidente da Associação dos Carreteiros Agregados às Empresas de Transporte de Veículos do Brasil (ACAETBV). Neste mesmo mês, Ulisses Guimarães, representando o Ministro do Trabalho, na época Almir Pazzianoto, foi a São Bernardo e entregou para Stivalli, em mãos, a tão esperada carta sindical.

Em 1997, o sindicato deixou de ser regional e passou a atuar em âmbito nacional. A denominação passou a ser Sindicato Nacional dos Cegonheiros, mantida até hoje, mas com reformulação na sigla: SINACEG. Com a abertura do mercado de veículos importados nos anos 1990, houve a necessidade de uma reestruturação no cenário do transporte de veículos que atendia as grandes transportadoras e, consequentemente, foram surgindo associações e sindicatos ao redor das fábricas recém instaladas em vários estados brasileiros.

Um trabalho extremamente complexo, devido à especificidade da carga transportada, faz-se necessário a composição de cargas com variedade de modelos e em lugares extremos de longa distância dentro do território brasileiro. Na presidência atual, Jaime Ferreira dos Santos, juntamente com a diretoria, assumiu seu primeiro mandato em janeiro de 2017 e segue até 2021. Hoje, o SINACEG tem uma sede central e quatro regionais (São José dos Pinhais – PR; Gravataí – RS; São José dos Campos – SP e Piracicaba – SP). A atual diretoria do Sindicato Nacional dos Cegonheiros continua buscando o melhor para uma categoria que luta incansavelmente desde os primórdios do transporte de veículos no Brasil, visando a excelência na atividade ao longo destes 50 anos.

DEPOIMENTOS

Compartilhamos algumas histórias de profissionais do setor que enfrentaram inúmeras dificuldades nas estradas com o intuito de elevar a economia do país junto às montadoras de veículos:

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FORMAÇÃO DO SINDICATO NACIONAL DOS CEGONHEIROS

O Sindicato dos Cegonheiros começou com um grupo de profissionais, na década de 80, em São Bernardo do Campo- estado de São Paulo, região de concentração da indústria automobilística.

Com a descentralização das montadoras, foi necessário auxiliar os empreendedores em todo território nacional para promover a melhor integração com as montadoras, as autoridades de mobilidade interestadual e urbana para agilizar a entrega dos produtos nas concessionárias.

O Sindicato Nacional dos Cegonheiros ajuda que os profissionais e empresários estruturem seu negócio com o melhor custo X benefício, com preocupação constante de seus familiares e viabilizando condições de trabalho em todo o território nacional.

Em 2017, o Sindicato registra …. empreendedores associados, que representam … veículos Cegonha da frota nacional.